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A matemática da escassez: como a falta de grandes terrenos impulsiona a verticalização

  • Foto do escritor: Ronaldo Silva
    Ronaldo Silva
  • 26 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura
A matemática da escassez: como a falta de grandes terrenos impulsiona a verticalização

O mercado imobiliário brasileiro vive um movimento estrutural que vai além de ciclos econômicos: a escassez progressiva de terrenos urbanos bem localizados. Em cidades médias que amadureceram rapidamente, como Londrina, no norte do Paraná, esse fenômeno ganhou contornos claros. O crescimento populacional, a consolidação de eixos comerciais e de serviços e a expansão do perímetro urbano ao longo das últimas décadas reduziram drasticamente a oferta de grandes glebas disponíveis nas regiões mais valorizadas da cidade. O resultado é uma mudança profunda na lógica de produção imobiliária, com impactos diretos no preço do metro quadrado, nos padrões construtivos e na estratégia das grandes incorporadoras.


Quando se observa Londrina em perspectiva histórica, fica evidente que a cidade deixou para trás a fase de expansão horizontal abundante. Bairros centrais e zonas tradicionalmente valorizadas, como Gleba Palhano, Centro e áreas próximas a corredores estruturais, já não oferecem terrenos extensos capazes de receber empreendimentos de grande escala horizontal. Essa rarefação de glebas dentro do perímetro urbano redefine o jogo: o valor do solo passa a representar uma parcela cada vez maior do custo total do projeto, pressionando o preço final das unidades e incentivando soluções que maximizem o aproveitamento construtivo.


É nesse contexto que se insere o tema deste artigo, A matemática da escassez: como a falta de grandes terrenos impulsiona a verticalização. A verticalização deixa de ser apenas uma tendência arquitetônica e se consolida como resposta econômica à limitação física do solo urbano. Quanto mais raro o terreno, maior a necessidade de diluir seu custo em um número maior de unidades, o que explica a predominância de edifícios residenciais altos em regiões estratégicas de Londrina. Esse movimento é coerente com as diretrizes do Plano Diretor Municipal, que incentiva o adensamento em áreas com infraestrutura consolidada, transporte e serviços.


O impacto dessa dinâmica aparece de forma clara no preço do metro quadrado. Dados recentes do setor, divulgados por entidades como o Secovi-PR (Sindicato da Habitação do Paraná) e o Sinduscon Norte-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná), mostram que Londrina figura entre os mercados mais valorizados do interior do estado. Embora os preços variem conforme bairro, padrão construtivo e tipologia, o fator comum é a influência direta do valor do terreno na formação de preços. Para o comprador final, isso se traduz em um mercado mais seletivo, onde localização e qualidade construtiva ganham ainda mais peso na decisão de compra.


A escassez de glebas também provoca uma elevação nos padrões construtivos. Para justificar valores mais altos e competir pela atenção de um público cada vez mais exigente, as incorporadoras investem em projetos com arquitetura contemporânea, áreas comuns completas, soluções de sustentabilidade e tecnologia embarcada. Conceitos como mixed-use (uso misto, combinando funções residenciais e comerciais) e high-end (alto padrão) passam a ser mais frequentes, especialmente em regiões nobres da cidade. Em Londrina, empresas como Plaenge e Vanguard se destacam justamente por antecipar essas demandas, entregando empreendimentos verticais que aliam localização estratégica, qualidade técnica e valorização patrimonial consistente.


Do ponto de vista corporativo, a resposta das grandes incorporadoras à escassez de terrenos está na estratégia de landbank (banco de terrenos). Manter um estoque estratégico de áreas bem localizadas tornou-se um diferencial competitivo crucial. Em um cenário onde novas glebas são raras e disputadas, quem possui terrenos adquiridos antecipadamente consegue lançar projetos com maior previsibilidade de custos e margens. Em Londrina, essa estratégia explica a presença recorrente de grandes grupos em lançamentos relevantes, mesmo em momentos de maior cautela econômica.


Para o investidor, esse contexto abre oportunidades claras no binômio mercado imobiliário e investimentos. A limitação física do solo urbano tende a sustentar a valorização de ativos bem localizados no médio e longo prazo, especialmente em cidades com economia diversificada e papel regional consolidado, como é o caso de Londrina. Não por acaso, a busca por apartamentos a venda em Londrina permanece aquecida, tanto para moradia quanto para renda, impulsionada pela demanda de estudantes, profissionais liberais e famílias que priorizam localização e infraestrutura.


Em síntese, a matemática da escassez é simples, mas poderosa: menos terrenos disponíveis em áreas nobres significam solo mais caro, edifícios mais altos, projetos mais sofisticados e uma seleção natural de players capazes de operar nesse ambiente. Londrina já vive essa realidade de forma concreta e madura, o que reforça seu posicionamento como um dos mercados imobiliários mais relevantes do interior do Sul do Brasil.


Como corretor parceiro das construtoras Plaenge e Vanguard, acompanho de perto essa transformação e posso ajudar você a identificar oportunidades alinhadas a esse novo cenário de verticalização e valorização urbana. Seja para morar ou investir, meu papel é orientar com dados, visão de longo prazo e acesso aos empreendimentos que melhor traduzem a lógica atual do mercado imobiliário londrinense.


Fontes

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: https://www.ibge.gov.br

Prefeitura de Londrina – Plano Diretor Municipal: https://portal.londrina.pr.gov.br

Secovi-PR – Sindicato da Habitação do Paraná: https://www.secovipr.com.br

Sinduscon Norte-PR – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná: https://www.sindusconnortepr.com.br

“Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo” (BÍBLIA, Tiago 4:15)

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