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Elasticidade-preço do m²: como medir o limite de valorização de um bairro em Londrina

  • Foto do escritor: Ronaldo Silva
    Ronaldo Silva
  • 12 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura
Elasticidade-preço do m²: como medir o limite de valorização de um bairro em Londrina


Quando pensamos em - mercado imobiliário e investimentos , uma das perguntas que mais desafiam corretores, investidores e incorporadoras é: até que ponto o preço pode subir antes de reduzir a velocidade de vendas? Essa questão é especialmente crítica em cidades secundárias brasileiras como Londrina, no norte do Paraná, cuja dinâmica local tem atraído cada vez mais atenção de investidores e famílias que buscam apartamentos a venda em Londrina com potencial de valorização sustentável.


Para responder a essa pergunta com base técnica e dados recentes — sempre considerando informações a partir de 2025 — entramos no conceito de elasticidade-preço da demanda. Em termos simples, elasticidade-preço indica o quanto a quantidade demandada de um bem (no caso, unidades imobiliárias) responde a variações no seu preço. Quando falamos da elasticidade-preço do m², estamos medindo o quanto a velocidade de vendas ou absorção de imóveis se altera quando o valor por metro quadrado sobe.


Os dados mais recentes mostram que, em Londrina, o preço médio do metro quadrado residencial ficou em cerca de R$ 5.597 em outubro de 2025, com variação de cerca de 9,33% nos últimos 12 meses segundo o Índice FipeZAP. (MySide) Essa tendência de alta — que acompanha a performance nacional — representa um ponto de partida para medir elasticidade: quanto mais o preço sobe e menor a resposta de absorção, mais elástica se torna a demanda, indicando um limite próximo.


Outro insumo fundamental para entender a elasticidade em bairros maduros é o histórico de preços por localização: por exemplo, no Centro de Londrina, o valor médio pode variar por tipologia e metragem, mas gira em torno de R$ 6.243/m² — variando conforme tamanho e características do imóvel em dados de 2025. (Proprietário Direto) Já bairros de ponta como Gleba Palhano lideram os lançamentos com preços médios superiores a R$ 11 mil por m² em determinados empreendimentos, segundo levantamentos setoriais. (cdn.abrainc.org.br)


Esses números refletem um padrão de mercado que se aproxima de saturação em segmentos de alto padrão: quando o m² atinge patamares muito acima da renda domiciliar média das famílias, a velocidade de vendas começa a desacelerar — tradicional comportamento observado em elasticidade da demanda no setor imobiliário. Em Londrina, a renda média familiar está em torno de R$ 7.071,53, combinada com uma forte geração de empregos e crescimento demográfico que impulsionaram o mercado em 2024 e projetam continuidade em 2025. (Sebrae Notícias PR)


Para modelar a elasticidade-preço em bairros como Gleba Palhano, Centro e Aurora, precisamos combinar quatro elementos:


Primeiro, a renda domiciliar da população que compõe o mercado comprador. Em bairros mais valorizados, o perfil de compradores costuma ser de classes médias e altas, com maior tolerância a preços mais elevados. Mas existe um limite onde o alto preço por m² começa a excluir grande parte da base de demanda, tornando a elasticidade mais elástica — ou seja, vendas mais sensíveis a aumentos de preço.


Segundo, o estoque disponível. Quando há poucos imóveis prontos ou em lançamento, a escassez pressiona os preços para cima, mas também pode reduzir a velocidade de vendas porque a oferta fica apertada. Estudos setoriais mostraram que em períodos recentes houve baixo estoque de novas habitações em Londrina, com apenas uma pequena fração pronta para morar, o que tem mantido o ritmo dos lançamentos. (O Luzeiro)


Terceiro, o padrão construtivo e perfil dos empreendimentos — desde unidades econômicas até projetos de alto padrão. Bairros consolidados e nobres tendem a admitir preços mais altos por m², mas também atingem um ponto de saturação onde a elasticidade da demanda começa a se manifestar de forma mais clara: à medida que o preço ultrapassa o poder de compra da maioria, a demanda diminui de forma mais acentuada.


Quarto, a curva histórica de absorção — ou seja, o ritmo com que lançamentos são vendidos ao longo do tempo. Em bairros como Gleba Palhano, a alta demanda por empreendimentos diferenciados tem mantido um ritmo elevado de vendas, mesmo com preços mais altos. Já no Centro e em regiões como Aurora, a dinâmica pode ser diferente, influenciada por fatores como acessibilidade, infraestrutura e apelo para públicos distintos.


Calcular elasticidade de forma numérica envolve estimar a variação percentual na quantidade vendida pelo percentual de variação no preço. Uma elasticidade menor que 1 sugere demanda relativamente inelástica — ou seja, vendas pouco afetadas por aumentos de preço — típica de bairros premium com forte apelo. Uma elasticidade maior que 1 sinaliza alta sensibilidade de consumidores à variação de preço, um alerta para potenciais ajustes estratégicos em lançamentos ou marketing.


No contexto de Londrina, onde o mercado imobiliário registra resultados históricos de Valor Geral de Vendas (VGV) e apresenta forte crescimento de renda, emprego e absorção de unidades, monitorar a elasticidade-preço do m² é essencial para evitar que o aumento desenfreado nos preços reduza a velocidade de comercialização. (Sebrae Notícias PR)


Construtoras como Plaenge e Vanguard têm se destacado em projetos que combinam qualidade construtiva com análise criteriosa de mercado, ajudando a equilibrar preço, absorção e rentabilidade para investidores. Esses players, ao trabalhar com dados de elasticidade e absorção por bairro, conseguem posicionar seus lançamentos de forma competitiva, sem esticar excessivamente os preços além do que o mercado comporta.


Entender o sujeito por trás do número — seja a família que sonha com o primeiro apartamento, seja o investidor em busca de retorno sustentável — é o cerne para medir até onde o preço do m² pode subir antes de estagnar as vendas. Em um cenário em que Londrina figura entre as cidades de maior crescimento imobiliário no Brasil e com mercados locais cada vez mais sofisticados, essa análise técnica torna-se um diferencial estratégico para quem atua com - mercado imobiliário e investimentos e busca indicar apartamentos a venda em Londrina com potencial de alta e liquidez. (jornaluniao.com.br)


Se você está considerando comprar, vender ou investir em imóveis, posso ajudar como corretor parceiro das construtoras Plaenge e Vanguard, oferecendo análises personalizadas que consideram elasticidade de demanda, perfil de bairro, renda média local e perspectivas de valorização. Meu trabalho é orientar você para decisões mais assertivas no mercado imobiliário, apoiado em dados atualizados e estratégias sob medida para seu objetivo.


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“Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo” (BÍBLIA, Tiago 4:15)

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