O ciclo imobiliário explicado na prática: como saber se é hora de comprar, segurar ou vender
- Ronaldo Silva

- 9 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
Entenda os momentos de expansão, pico, acomodação e recuperação usando dados recentes do mercado de Londrina — e aplique primeiro no seu bolso
O ciclo imobiliário explicado na prática: entenda os momentos
Quando falamos de mercado imobiliário, imaginamos algo sólido, quase imutável — mas, na prática, o setor se comporta como uma montanha-russa. Há momentos de ascensão acelerada, picos de valorização, desaceleração e depois recuperação. Como saber quando estamos em cada fase? O artigo O ciclo imobiliário explicado na prática: como saber se é hora de comprar, segurar ou vender busca descomplicar essas fases: expansão, pico, acomodação e recuperação — aplicando tudo com dados reais de Londrina.
Para quem acompanha o mercado local, entender essas fases com base em ritmo de lançamentos, velocidade de vendas e variação do preço do m² pode fazer a diferença entre um bom negócio ou uma oportunidade perdida. E esse entendimento vale tanto para quem pensa em morar quanto para quem vê o imóvel como investimento.
Expansão: quando os holofotes se voltam para Londrina
A fase de expansão costuma ocorrer quando há um aumento significativo da demanda, incorporadoras apostando em novos projetos e muita expectativa de crescimento econômico ou demográfico. Em Londrina, esse momento ficou evidenciado com o fechamento de 2024: o setor imobiliário local registrou um Valor Geral de Vendas (VGV) histórico de R$ 3,3 bilhões — cerca de R$ 1 bilhão a mais do que no ano anterior.
Desses, R$ 2,3 bilhões correspondem apenas ao segmento de apartamentos — o que demonstra que a verticalização e os empreendimentos residenciais concentrados atraíram grande parte da demanda.
Esse crescimento foi impulsionado por fatores estruturais: renda média das famílias em ascensão (no patamar de R$ 7.071,53), geração de empregos, crescimento demográfico e demanda por habitação, seja para compra ou locação.
Além disso, o estoque de imóveis prontos para morar acabou ficando bastante baixo — segundo a pesquisa de 2024, apenas 5% das novas unidades estavam disponíveis para venda.
Para quem acompanha o mercado, na fase de expansão costuma haver ritmo acelerado de lançamentos, aumento na oferta de imóveis, e valorização gradual. Esse pode ser um bom momento para comprar — especialmente se você busca preço competitivo antes do pico.
Pico: quando o mercado aquece demais e os preços sobem
Normalmente, após a expansão, vem o pico — fase em que a oferta encontra a demanda em alta, e o preço do m² alcança patamares elevados. No caso de Londrina, um indicativo recente foi a valorização do preço por metro quadrado: segundo dados de 2025, o valor médio do m² para venda na cidade está em R$ 5.597, com uma valorização acumulada de 9,33% nos últimos 12 meses.
Esse movimento demonstra que muitos imóveis — especialmente apartamentos — já incorporaram a expectativa de valorização. Para quem já comprou na fase de expansão, pode ser o momento ideal de realizar o lucro; para quem pensa em comprar agora, é preciso avaliar com cautela se o preço já reflete toda a alta ou se há espaço para mais valorização.
Em uma fase de pico, a velocidade de vendas pode começar a desacelerar (pois quem queria comprar já comprou), e o estoque remanescente — especialmente o de imóveis prontos — tende a aumentar.
Acomodação: quando o mercado respira — e a oportunidade aparece
Depois do pico, muitas vezes o mercado entra em acomodação. Nesse momento, há menos pressa para comprar, os lançamentos desaceleram, os preços podem se estabilizar ou recuar levemente, e quem tem imóvel pode decidir segurar — esperando uma possível recuperação.
Em Londrina, embora ainda não existam dados públicos recentes que indiquem uma forte queda, já há sinais de que o ritmo de valorização do m² não será tão acelerado como nos últimos anos. A leve oscilação mês a mês na variação do preço do m² (por exemplo, variação mensal de +0,88% em outubro de 2025) indica uma desaceleração natural.
Para investidores, esse pode ser um bom momento para comprar com mais calma, negociar melhores condições, comparar empreendimento, tipologia e localização — e entrar no mercado com visão de longo prazo.
Recuperação: o momento de olhar para o futuro e reentrar no ciclo
A fase de recuperação geralmente ocorre quando a economia retoma crescimento, a população volta a demandar imóveis, construções recomeçam, e há expectativas de valorização novamente. Esse ciclo depende de fatores macroeconômicos, mas também de condições locais: crescimento demográfico, geração de renda, oferta controlada, equilíbrio entre oferta e demanda.
No contexto de Londrina, com o histórico recente de alta demanda, estoque baixo e forte desempenho do setor, é provável que após a acomodação — ou mesmo se houver desaquecimento — o mercado passe por uma recuperação. Especialmente em segmentos de médio padrão, habitação popular e imóveis voltados à classe média, onde a demanda permanece ativa.
Como aplicar isso na prática hoje
Se você está pensando em comprar, segurar ou vender, vale aplicar o entendimento do ciclo ao seu perfil e expectativa:
Se você busca bom custo-benefício e acredita que a valorização ainda não está saturada, comprar um apartamento agora — especialmente unidades recentes de construtoras consolidadas — pode valer a pena.
Se você já tem imóvel comprado no auge do mercado, avaliar a venda pode ser uma opção interessante para realizar lucro.
Se você pretende investir no médio/longo prazo, analisar imóveis fora dos “hypes”, com preço abaixo da média do m² e boas perspectivas de valorização, pode ser uma estratégia segura.
Se prefere renda com aluguel, a valorização moderada + demanda por locação em uma cidade como Londrina pode tornar o investimento atrativo, mas com visão de longo prazo.
Nesse sentido, construtoras sólidas como Plaenge ou Vanguard, com histórico de entregas, podem ser excelentes alternativas de investimento — imóveis novos ou lançamentos dessas empresas tendem a oferecer mais segurança na valorização e liquidez.
Por que Londrina é um bom laboratório para esse ciclo
Londrina vive um momento singular: crescimento acelerado, valorização do m², forte procura por apartamentos, baixa disponibilidade de estoque pronto e envolvimento de programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida — o que gera movimento tanto de investidores quanto de pessoas que buscam moradia.
Com essas características, a cidade permite observar com clareza as quatro fases do ciclo imobiliário — e tomar decisões de compra, venda ou retenção de forma mais consciente, com base em dados.
E como posso ajudar
Se você chegou até aqui, percebeu como o tempo e os números influenciam o destino do imóvel: “[…] o ciclo imobiliário explicado na prática: como saber se é hora de comprar, segurar ou vender” não é apenas teoria — é ferramenta. Em Londrina, com dados atualizados, histórico recente, e cenário de demanda constante, vale analisar com cuidado cada decisão.
Como corretor parceiro das construtoras Plaenge e Vanguard, posso ajudar você — seja você investidor ou alguém buscando seu imóvel próprio — a identificar oportunidades reais. Posso apresentar lançamentos qualificados e imóveis prontos, avaliar se o momento é de comprar ou esperar, negociar condições vantajosas e orientar com base no perfil e objetivo de cada cliente. Se seu foco for encontrar apartamentos a venda em Londrina ou outro tipo de imóvel compatível com seu projeto — seja para morar ou investir — me coloco à disposição para auxiliar na melhor estratégia dentro do ciclo imobiliário.

Visite meu site: www.ronaldosilvaimoveis.com.br
Conheça o Artesano
Siglas:
VGV — Valor Geral de Vendas
M² — Metro quadrado
MCMV — Minha Casa Minha Vida
Fontes:
Expansão inédita no mercado imobiliário: Londrina alcança R$ 3,3 bilhões em Valor Geral de Vendas em 2024 (Jornal União)
Valor do metro quadrado em Londrina 2025 (Atualizado) (MySide)
Ranking imobiliário nacional coloca Londrina entre as 15 cidades com maior crescimento no setor (Jornal União)
Mercado imobiliário vive expansão no interior do Paraná (O Diário de Maringá)




