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Valorização real x nominal no imóvel: separando inflação do ganho real

  • Foto do escritor: Ronaldo Silva
    Ronaldo Silva
  • 18 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura
Valorização real x nominal no imóvel: separando inflação do ganho real

A discussão sobre preços no mercado imobiliário costuma gerar mais ruído do que clareza. Manchetes celebram altas expressivas, corretores exibem percentuais acumulados e investidores se sentem tentados a concluir que qualquer aumento é sinônimo de ganho. Mas essa leitura, quando feita sem depurar o efeito da inflação, pode levar a decisões equivocadas. Entender a diferença entre valorização nominal e valorização real é o ponto de partida para análises mais maduras, especialmente em um cenário brasileiro de inflação ainda relevante em 2025.


Valorização nominal é o aumento bruto do preço observado ao longo do tempo. Se um apartamento foi vendido por R$ 400 mil em 2020 e hoje aparece anunciado por R$ 520 mil, houve um ganho nominal de 30%. O problema é que, nesse intervalo, o poder de compra da moeda também mudou. Já a valorização real considera esse fator e responde à pergunta que realmente importa: esse imóvel ficou mais caro acima da inflação ou apenas acompanhou a corrosão do dinheiro?


Para separar essas duas dimensões, entra em cena a técnica de deflacionamento de séries de preços. No Brasil, os principais índices usados para esse ajuste são o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O IPCA mede a inflação oficial do país e é o deflator mais indicado quando se avalia o poder de compra do investidor final. Já o INCC é especialmente relevante para imóveis novos, pois reflete a variação dos custos de materiais e mão de obra da construção civil.


O procedimento técnico é relativamente simples, mas exige disciplina analítica. Parte-se de uma série histórica de preços nominais por metro quadrado e aplica-se um deflator adequado ao período, trazendo todos os valores para preços constantes de um mesmo ano-base, como 2025. Ao fazer isso, eliminamos o chamado “efeito inflação” e passamos a enxergar apenas o ganho verdadeiro, aquele que efetivamente aumentou o patrimônio do proprietário.


Em mercados mais sofisticados, esse processo ainda pode ser refinado com o uso de deflatores regionais. Embora o IPCA seja nacional, o comportamento de preços varia entre cidades e até entre bairros. Em Londrina, por exemplo, dados recentes da Prefeitura de Londrina, do CRECI-PR (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná) e de sindicatos como o Sinduscon Paraná Norte indicam dinâmicas distintas entre zonas centrais, eixos de expansão e regiões periféricas. Ajustar a análise com recortes locais ajuda a identificar onde houve escassez real de oferta, melhoria urbana ou mudança de perfil socioeconômico.


É nesse ponto que a análise ganha profundidade e revela surpresas. Ao deflacionar os preços, percebe-se que alguns bairros que parecem ter “explodido” em valores, na prática, apenas corrigiram seus preços pela inflação acumulada. Outros, porém, mostram valorização real consistente, acima do IPCA e até do INCC, sinalizando demanda estrutural. Em Londrina, áreas próximas a novos polos comerciais, melhorias viárias e empreendimentos de alto padrão tendem a se destacar quando avaliadas em termos reais.


Esse tipo de leitura é essencial para quem atua em - mercado imobiliário e investimentos -. Não se trata apenas de comprar bem, mas de alocar capital onde há potencial de ganho real no médio e longo prazo. Empreendimentos de padrão superior, com boa localização e construtoras reconhecidas, costumam apresentar maior resiliência inflacionária. Nesse contexto, projetos assinados por Plaenge ou Vanguard frequentemente aparecem nas análises como ativos capazes de preservar e ampliar valor real, especialmente quando inseridos em bairros com infraestrutura consolidada.


Ao olhar para o segmento de - apartamentos a venda em Londrina -, a diferença entre nominal e real se torna ainda mais relevante. O investidor que ignora o deflator pode acreditar que obteve um ótimo resultado, quando na verdade apenas manteve o poder de compra do capital investido. Por outro lado, quem analisa séries deflacionadas consegue identificar oportunidades onde o metro quadrado realmente se valorizou acima da média da cidade.


O próprio título deste artigo, “Valorização real x nominal no imóvel: separando inflação do ganho real”, resume o desafio central do investidor moderno. Em um ambiente econômico mais estável, mas ainda sujeito a ciclos, a sofisticação analítica deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade. A boa notícia é que os dados estão cada vez mais acessíveis, e a combinação de índices oficiais com conhecimento local gera uma vantagem competitiva concreta.


Como corretor parceiro das construtoras Plaenge e Vanguard, atuando em Londrina e acompanhando de perto os dados do mercado local, posso ajudar você a interpretar essas informações e transformá-las em decisões práticas. Seja para investir, morar ou diversificar patrimônio, meu papel é apontar quais imóveis realmente entregam valorização real acima da inflação e quais apenas acompanham a correção monetária. Em um mercado cada vez mais técnico, contar com análise qualificada faz toda a diferença.


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